Autoridades cabo-verdianas da cultura pretendem internacionalizar obras dos escritores, para além das do Germano Almeida, Manuel Lopes, José Luís Tavares, Baltasar Lopes, Corsino Fortes já traduzidos e vendidos em vários continentes.

Os autores e consumidores da literatura debateram, segunda-feira, 30 de Outubro, o tema “A Internacionalização da literatura cabo-verdiana” nos foras, nas feiras e nos espaços internacionais, no primeiro dia do certame Morabeza-Festa do Livro que decorre na Biblioteca Nacional, na cidade da Praia, capital cabo-verdiana.

Na terça-feira, 31 de Outubro este festival literário conta com duas formações: ‘Mediação Literária – Estudo do caso: Plano Municipal da Leitura’ e ‘Panorama na Literatura Portuguesa e Brasileira’, temas sob o pergaminho de Paulo Ferreira e Tito Couto.

A curadora da Biblioteca Nacional, Fátima Fernandes disse que, com a Morabeza-Festa do Livro, querem alargar e generalizar a literatura cabo-verdiana aos outros continentes, como forma de promoção junto de diferentes povos.

“O que nós queremos é alargar e generalizar essa oportunidade de, estando num país que é fronteira com vários continentes, também possibilitar que a literatura seja um meio de nos fazer conhecer”, disse Fátima Fernandes.

Assegurou que é preciso fazer um projecto alargado com as editoras, a Associação cabo-verdiana dos Escritores e as universidades, para que possam valorizar e contemplar essa vertente de trabalho que é a formação sobre a internacionalização.

É nesta óptica que no quadro da Morabeza vão privilegiar a formação, no sentido de se fazer com que as pessoas compreendam o que é internacionalizar a literatura cabo-verdiana, em que espaço e como é que se faz essa internacionalização contemplado a vertente literatura traduzida.

“Já temos formações académicas que privilegiam a formação em línguas, mas falta-nos ainda integrar essa componente a partir da valorização da tradução do texto literário, numa componente de articulação entre a formação em letras e a orientação mais específica para a tradução”, disse, acrescentado que esse processo vai facilitar que os escritores, quer sejam traduzidos a partir de Cabo Verde ou fora, consigam ultrapassar a “simples dimensão geográfica nacional”, passando a ser lidos em países e em línguas diferentes.

Fátima Fernandes reconhece que a internacionalização não é um trabalho que se faz em pouco tempo, mas que vai responder a um projecto muito mais abrangente e que vai contemplar a vertente digital e a integração da literatura cabo-verdiana numa rede internacional.

Para a curadora, a diáspora cabo-verdiana é um mercado e um meio de viabilizar a internacionalização, por isso a estratégia da Biblioteca Nacional passa por consolidar uma equipa de trabalho que possa produzir material suficiente para estar presente no país e na Diáspora.

Com Inforpress.

 

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