O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC) desmente a notícia veiculada pela Inforpress confirmando, quinta-feira, 28 de Setembro, que os escritores cabo-verdianos Germano Almeida e Arménio Vieira (foto) vão participar no Festival Literário Morabeza.

O MCIC reage assim à notícia retomada pela RedeKriol que dava conta da ausência dos escritores cabo-verdianos Germano Almeida, Arménio Vieira e José Luís Tavares no certame, por discordarem da forma como estava a ser organizado o festival.

A informação, elaborada com base em declarações dos escritores Germano Almeida e José Luís Tavares, dava conta de alguma insatisfação manifestada por estes homens de letras quanto à forma como o evento estava a ser organizado e coordenado por uma empresa portuguesa.

No documento hoje divulgado, o MCIC justifica a ausência do escritor José Luiz Tavares com “as dificuldades de se chegar a um acordo quanto aos termos da sua participação”, mas garante que “os três autores referidos na peça foram contactos e convidados para o festival literário”.

Embora os esforços feitos pela Inforpress, o Ministério da Cultura nunca se predispôs para esclarecer  estes factos tornados público pela Agência de Notícias Inforpress.

Agora, no documento, o MCIC afirma que José Luís Tavares manifestou desde cedo as suas reservas quanto à organização do evento e à parceria com a empresa Booktailors.

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas garante, contudo, que Arménio Vieira está confirmado através da editora Rosa de Porcelana que fez a intermediação devido “às dificuldades iniciais” de entrar em contacto directamente com o autor.

“O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas tem inclusive a confirmação das reservas de voo do escritor com os percursos Lisboa-Praia-Lisboa”, acrescenta a nota.

O documento explica  que o escritor Germano Almeida confirmou a sua participação no evento, ressalvando, inclusive, que lhe foi enviada a descrição da mesa, o tema, o dia e a hora faltando apenas confirmar o itinerário da viagem.

“Depois de uma conversa telefónica, quinta-feira, 28 de Setembro, entre o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas e o escritor Germano Almeida, o MCIC volta a confirmar a presença do escritor Germano Almeida no festival”, lê-se no documento.

Na peça agora desmentido, a Inforpress cita Germano Almeida:

“Quer dizer, a princípio achei que estava, tinha recebido um ‘e-mail’ da Booktailors que não li com atenção porque o tomei como um convite para o festival. Só depois é que me ocorreu repetir a leitura e vi que apenas estou convidado a participar numa mesa, sobre a tradição oral e a necessidade primária que existe de contar histórias”, citando o texto que diz ter recebido.

“Quando ainda pensava que o convite era para todo o festival, respondi que estando em Cabo Verde e bem (tenho problemas de saúde que me podem obrigar a deslocar-me) teria todo o gosto em estar presente. Depois de concluir que o convite é apenas para uma actividade, que aliás está mudada de 04 para 05, não estou interessado em participar, até por solidariedade para com os nossos poetas”, declarou o escritor natural da ilha da Boa Vista.

No desmentido, o Ministério da Cultura e Indústrias Criativas defende que “lamenta e demarca-se também das declarações sobre a organização ter sido contratualizada com uma empresa portuguesa, e lamenta o sublinhado da notícia que por várias vezes refere-se a uma “empresa estrangeira”, pois acreditamos que as parcerias, no mundo de hoje, são transnacionais. Alimentar esses discursos não faz parte da nossa postura como Governo. Agradecemos desde já a parceria das embaixadas de Portugal, França e Brasil na organização desde evento”.

E conclui:

“O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas vem assim esclarecer e informar, sendo a única fonte fidedigna, o estado da organização do evento. A postura do MCIC tem sido a de respeitar todas as opiniões, mas de forma alguma poder-se-á aceitar a imposição de uma leitura pessoal e claramente deturpada da realidade como a única verdade”.

Com Inforpress.

 

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